



A Fundec vem ampliando de forma estruturada a incorporação de ferramentas de inteligência artificial como apoio aos processos educacionais, administrativos e de gestão em suas unidades mantidas: Anglo-CID, Maxi Dracena, CEP, UME e Unifadra. A iniciativa integra a estratégia institucional da Fundação de investir em inovação com responsabilidade, alinhada à governança e às demandas contemporâneas da educação.
Para a formação dos colaboradores, a Fundec contratou a especialista Profa. Dra. Beatriz Bonadiman, com formação pelo MIT e atuação voltada a aplicações estratégicas de inteligência artificial no contexto educacional. A profissional esteve presente também na Bett 2025, maior evento de Inovação e Tecnologia para Educação da América Latina, trazendo referências atualizadas, conceitos e práticas consolidadas para o programa desenvolvido com as equipes da Fundação.
O treinamento tem como foco utilizar a inteligência artificial como ferramenta de apoio às rotinas administrativas, acadêmicas e de gestão, potencializando a eficiência dos processos e preparando os docentes para orientar os alunos de forma ética, criteriosa e pedagógica no uso dessas tecnologias. A formação contempla seis encontros online, dois presenciais e acompanhamento especializado ao longo de três meses, garantindo aprofundamento e aplicação prática contínua em cada um dos segmentos. A primeira atividade ocorreu em 16 de dezembro, em formato online, e a etapa presencial foi realizada nos dias 28 e 29 de janeiro de 2026, na Fundec.
Segundo o diretor executivo da Fundec, Edson Kai, os investimentos constantes em tecnologia refletem uma decisão estratégica da instituição. “A adoção de ferramentas como ChatGPT e Gemini, aliada à contratação de uma especialista para capacitar todos os colaboradores, fortalece nossos processos, potencializa a gestão e assegura que a inteligência artificial seja incorporada à rotina com responsabilidade, apoio técnico e total alinhamento à governança da Fundec”, destacou.
Durante a formação, foram abordados conceitos fundamentais de inteligência artificial, possibilidades de aplicação no cotidiano profissional, impactos na educação e na gestão, além de reflexões sobre ética, responsabilidade e tomada de decisão baseada em dados.
Para a especialista Beatriz Bonadiman, o uso da inteligência artificial reforça o papel do professor no processo educacional. “O professor é tutor, guia e mentor. Ele orienta o aluno a utilizar a inteligência artificial com método e técnica, evitando erros, alucinações, que são invenções da ferramenta, e práticas inadequadas, como o plágio. Preparar os professores para esse cenário é decisivo”, afirmou.
Segundo Beatriz, envolver toda a equipe institucional na formação também garante coerência e segurança na aplicação da tecnologia. “Estamos preparando equipes técnicas, gestores e professores para melhorar suas rotinas. Além disso, os professores também podem levar a inteligência artificial para a sala de aula de forma orientada, ética e estratégica. Isso amplia a capacidade crítica dos alunos e os prepara melhor para o mercado de trabalho e para a vida”, completou.